Diário do Fim do Mundo

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Registro de Abrigo Nº 2026-0930
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Economia Global

Os EUA Agora São Sócios do Petróleo Venezuelano? Acordo Bilionário Divide Opiniões

DCA360 via Pixabay, https://pixabay.com/pt/photos/colete-leo-torre-centro-da-cidade-2746285/
DCA360 via Pixabay, https://pixabay.com/pt/photos/colete-%C3%B3leo-torre-centro-da-cidade-2746285/

Sessenta e cinco bilhões de barris de petróleo. Esse é o tamanho da reserva que passou a ter, do dia pra noite, um novo sócio de peso. Segundo Donald Trump, os Estados Unidos fecharam um acordo com a Venezuela. Esse acordo dá ao país controle majoritário sobre parte das reservas venezuelanas de petróleo, e o Pentágono está diretamente envolvido no negócio.

O acordo anunciado por Trump

Trump afirmou, na sexta-feira, que os Estados Unidos entraram num acordo com a Venezuela. O texto garante controle majoritário de uma joint venture. Essa empresa tem acesso a mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo do país. Segundo o próprio presidente americano, a negociação envolveu três nomes centrais. São eles o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Pelo desenho anunciado do negócio, o Pentágono ficaria com 35% de participação passiva. Essa fatia seria numa empresa privada dona dos direitos sobre o petróleo venezuelano. Além disso, o Pentágono teria direito preferencial de comprar 20% da produção futura da empresa, e pelo preço de custo.

Por que o Pentágono, e não uma petrolífera

O formato do acordo chama atenção por um motivo simples. Ele coloca o braço de defesa dos Estados Unidos na ponta financeira do negócio, não uma companhia de petróleo tradicional. Isso porque grandes petrolíferas americanas seguiam relutantes em investir na Venezuela. Entre elas estão a Exxon Mobil e a ConocoPhillips. O motivo declarado por essas empresas envolve riscos legais, riscos de segurança e a infraestrutura precária do país. O governo Trump, aliás, já vinha tentando convencer essas companhias a voltar a operar por lá. A ideia era acelerar a produção de petróleo venezuelano, mas sem sucesso até este acordo.

Quem vai administrar a fatia americana

Segundo informações do próprio acordo, existe um órgão cotado pra tocar essa operação. O Escritório de Capital Estratégico do Pentágono está sendo discutido como a agência responsável por supervisionar o investimento. Ou seja, um órgão criado originalmente pra financiar projetos ligados à segurança nacional americana ganharia uma nova função. Ele passaria também a administrar uma participação bilionária no setor de petróleo de outro país. É uma função pouco comum pra esse tipo de estrutura dentro do governo dos Estados Unidos.

O que ainda não está claro

Até agora, não existe um desenho público e definitivo da operação. Não se sabe, na prática, como o Pentágono vai gerir essa fatia de 35% numa empresa privada. Também não está claro como vai funcionar a compra preferencial da produção futura. Falta responder, ainda, qual o peso real do acordo pro governo venezuelano. Não se sabe, tampouco, se companhias petrolíferas tradicionais vão entrar depois nesse mesmo esquema. O que já está confirmado é o tamanho da reserva envolvida. E também o fato de o governo dos Estados Unidos ter se tornado, de fato, sócio direto do petróleo de outro país.

Fontes consultadas:

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