Diário do Fim do Mundo

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Registro de Abrigo Nº 2026-0926
Nível de Contenção: Liberado
Ciência e Meio Ambiente

Achado Debaixo de uma Estrada no Maranhão: Dinossauro de 20 Metros Prova Que Brasil e Europa Já Foram Ligados

izaquar via Pixabay, https://pixabay.com/pt/photos/dinossauro-dinosaur-fssil-2524086/
izaquar via Pixabay, https://pixabay.com/pt/photos/dinossauro-dinosaur-f%C3%B3ssil-2524086/

Uma obra de infraestrutura no interior do Maranhão parou por um motivo que ninguém esperava. A 8 metros abaixo do nível da rua, uma equipe de monitoramento ambiental achou o esqueleto de um dinossauro gigantesco. O animal, segundo os pesquisadores, viveu na região há cerca de 120 milhões de anos.

O achado embaixo do terminal rodoferroviário

A descoberta aconteceu em Davinópolis, cidade do Maranhão. Ela veio à tona durante o monitoramento ambiental de rotina de um grande projeto de infraestrutura, que vai conectar rodovia e ferrovia na região. Esse tipo de acompanhamento, aliás, é obrigatório em obras de grande porte no Brasil. A ideia é justamente identificar achados como esse antes que a própria construção os destrua. Os pesquisadores batizaram o animal de Dasosaurus tocantinensis, um dinossauro herbívoro de pescoço longo do grupo dos saurópodes. Com cerca de 20 metros de comprimento, ele já é o maior dinossauro já identificado no Maranhão.

A conexão inesperada com a Espanha

O detalhe mais chamativo da descoberta não é só o tamanho do animal, mas também o parentesco dele. Segundo os pesquisadores, o Dasosaurus tocantinensis é o parente mais próximo já achado do Garumbatitan morellensis, dinossauro identificado antes na Espanha. Uma semelhança tão direta entre um fóssil brasileiro e um europeu não é coincidência aleatória. Pra cientistas, ela é evidência de que existiu uma ponte de terra conectando a América do Sul à Europa há cerca de 130 milhões de anos. Essa ligação, provavelmente, passava pelo norte da África. Na época, os continentes ainda estavam se separando depois da fragmentação do supercontinente Gondwana.

Por que esse tipo de achado importa

Fósseis de dinossauro gigante não são incomuns no mundo. Cada novo esqueleto bem preservado, porém, ajuda a preencher um mapa que ainda tem muitos buracos. Um exemplo é entender como e quando os continentes se separaram. Outro é descobrir que caminhos os animais terrestres usaram pra se espalhar entre eles. Isso, claro, antes que o oceano ficasse largo demais pra atravessar. Achar um parente tão próximo de uma espécie espanhola em solo maranhense reforça uma ideia importante. Essa conexão entre os dois lados do Atlântico, portanto, pode ter durado mais tempo do que alguns modelos anteriores sugeriam. Ou, então, ela pode ter existido de forma mais direta do que se imaginava.

O que vem a seguir

Os pesquisadores afirmam que a região do achado pode abrigar outros esqueletos. Afinal, descobertas desse tipo raramente aparecem isoladas. A expectativa agora é que o restante do monitoramento ambiental da obra continue revelando novos fósseis. Isso pode tanto atrasar cronogramas de construção quanto reescrever, aos poucos, uma fatia da história. No fim das contas, essa história é sobre como a vida se espalhou pelo planeta há mais de 100 milhões de anos.

Fontes consultadas:

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