
Um piloto militar sobrevoava o Afeganistão em 2002. De repente viu um triângulo enorme bloquear as estrelas acima dele. Esse relato ficou guardado por mais de vinte anos. Só veio a público em agosto, dentro de um novo lote de documentos sobre fenômenos anômalos não identificados. É a quinta vez que o Pentágono libera esse tipo de material desde janeiro. Mas a pergunta que interessa não é só o que os pilotos viram. É também por que demorou tanto pra alguém contar.
Em 7 de agosto de 2026, o Pentágono publicou 41 novos arquivos. Eles ficam no site oficial dedicado a UAP, sigla em inglês pra fenômeno anômalo não identificado. O material também reúne documentos, imagens e vídeos. Vêm do próprio Pentágono, do FBI, da CIA, do Departamento de Estado e do gabinete da Presidência. O registro mais antigo é de 1950. Já o mais recente é deste ano. A liberação faz parte de uma ordem executiva assinada por Donald Trump em janeiro. Ela determina às agências produzir mais documentos sobre o tema.
O caso que mais chamou atenção nesse lote é o do piloto e o objeto triangular gigante. Ele avistou o objeto em 2002, sobre território afegão. O triângulo era grande o suficiente pra encobrir parte do céu estrelado. O registro ficou arquivado por duas décadas, só entrando nessa rodada de divulgação agora. Junto dele vieram renderizações que o FBI fez a partir de relatos de testemunhas oculares. Esse recurso entra em cena quando não existe imagem original do episódio, apenas a descrição de quem viu.
Além do caso afegão, o lote traz relatos de sensores militares sobre o Oceano Pacífico e o Oriente Médio. A maior parte segue o padrão já conhecido das divulgações anteriores. São vídeos granulados, captados por câmeras e radares de aeronaves. Mostram objetos que se movem de um jeito difícil de explicar de imediato. Nenhum documento do lote, porém, aponta origem confirmada pra nenhum dos casos. Muito menos indica procedência extraterrestre, ainda que seja essa a leitura mais repetida nas redes sociais.
A série de divulgações nasceu da ordem executiva de janeiro. Mas o apetite por esse tipo de arquivo já vem crescendo desde 2020. Foi nesse ano que o próprio governo americano passou a tratar avistamentos militares como assunto oficial, não mais tabu. Segundo comentaristas ligados ao tema, o interesse recente reflete pressão pública. Reflete também uma mudança de postura dentro das Forças Armadas. Hoje elas preferem registrar e arquivar o fenômeno a simplesmente ignorá-lo. Ainda assim, cada novo lote levanta a mesma questão de sempre. Afinal, quantos relatos como o do triângulo afegão ainda dormem engavetados, esperando a próxima rodada de divulgação pra vir à tona?
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