
A Organização Meteorológica Mundial monitora um El Niño que ganha força mês após mês. O fenômeno pode dominar o clima do planeta entre agosto e outubro deste ano. Alguns modelos climáticos já apontam pra uma possibilidade rara. Aliás, 2026 pode virar o quinto Super El Niño desde que existem registros confiáveis do fenômeno.
Um Super El Niño é raro de verdade. Nos últimos 150 anos, esse nível de intensidade aconteceu só quatro vezes: em 1877-78, 1982-83, 1997-98 e 2015-16. Segundo os modelos climáticos atuais, 2026 pode se juntar a essa lista. As anomalias de temperatura da superfície do mar já ultrapassam 2,9 graus Celsius acima da média histórica. Os cientistas ainda medem esses números nas principais regiões de monitoramento do fenômeno, e associam esse patamar aos eventos mais extremos já registrados.
Um El Niño dessa magnitude tende a empurrar as temperaturas globais pra acima da média em boa parte do planeta. A chuva também sai do padrão esperado. Algumas regiões enfrentam seca mais severa, enquanto outras recebem chuva em excesso, fora de época. No Brasil, a influência do fenômeno já aparece nas previsões climáticas pra agosto. Ela deve se intensificar, ainda, enquanto o El Niño segue ganhando força ao longo da estação.
Prever a intensidade exata de um El Niño com meses de antecedência, porém, ainda é um exercício incerto. Isso vale até pra quem estuda o fenômeno há décadas. Resta saber, então, se 2026 entra pra a lista rara dos Super El Niño, ou se os números recuam antes disso.
Fontes consultadas: