
Um general reformado que já comandou a base ligada ao caso Roswell some sem deixar rastro. Nas semanas seguintes, mais nomes de cientistas ligados a pesquisa nuclear e aeroespacial aparecem mortos ou desaparecidos nos Estados Unidos. A internet não demorou a juntar os pontos, e o FBI confirmou que também está de olho no padrão.
Tudo começou com o desaparecimento do general-brigadeiro reformado William Neil McCasland, em fevereiro de 2026. Ele já comandou a base de Wright-Patterson, no estado americano de Ohio, historicamente ligada ao caso Roswell e a arquivos militares sobre objetos voadores não identificados. Essa ligação com um capítulo tão específico da história militar americana foi o estopim que fez o desaparecimento dele virar assunto muito além dos círculos de segurança nacional.
Depois de McCasland, apareceram outros casos: mortes, suicídios, homicídios e desaparecimentos de pessoas descritas online como cientistas de áreas sensíveis. Internautas reuniram esses casos numa mesma lista, hoje com ao menos dez ou onze nomes. Segundo o levantamento que circula nas redes, o traço em comum entre eles seria o acesso a pesquisa nuclear ou aeroespacial classificada. A teoria que se formou em cima disso afirma que essas pessoas sabiam demais sobre programas secretos, ligados a energia avançada, materiais exóticos ou tecnologia não identificada. Segundo essa versão, isso teria custado caro a cada uma delas.
A Polícia Federal americana, o FBI, confirmou que investiga o padrão de mortes e desaparecimentos reunido nessa lista. Isso deu um verniz de legitimidade à teoria e alimentou ainda mais a circulação dela nas redes sociais. Até o momento, porém, nenhuma prova pública liga formalmente os casos entre si, além da coincidência das áreas de trabalho das vítimas. Checagens independentes de veículos especializados em investigação, aliás, contestam a existência de uma conspiração coordenada por trás dos episódios.
Cada caso individual, analisado separadamente, tem uma explicação médica, criminal ou circunstancial no boletim oficial. É a soma dos casos, e o fato de todos girarem em torno de pesquisa sensível, que sustenta a teoria mesmo sem prova concreta de conexão. Até que o FBI feche a investigação e divulgue conclusões, o caso McCasland segue em aberto. O nome dele, assim, continua sendo o ponto de partida que a internet usa para explicar todos os outros.
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